Lucas Pinheiro Braathen faz história e conquista o primeiro ouro olímpico de inverno do Brasil
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O Brasil acordou diferente neste sábado (14). Pela primeira vez, a bandeira verde e amarela subiu no lugar mais alto do pódio em Jogos Olímpicos de Inverno — e o nome que entrou para a história foi completo: Lucas Pinheiro Braathen.
No slalom gigante em Milão-Cortina 2026, o esquiador brasileiro cravou 2min25s somando as duas descidas e garantiu o ouro, transformando um sonho pessoal em um marco nacional. Mais do que uma medalha, o feito inaugura um novo capítulo para o esporte brasileiro em modalidades de inverno.
Lucas faz questão de carregar o nome inteiro como identidade. O Pinheiro herdado da mãe brasileira. O Braathen do pai norueguês. Duas culturas, uma trajetória.
Nascido em Oslo, ele cresceu entre a Europa e o interior de São Paulo, onde construiu sua relação afetiva com o esporte — não na neve, mas no asfalto.
“Meu amor pelo esporte nasceu jogando futebol na rua”, contou em entrevista anterior. As referências vieram do futebol brasileiro, de ídolos como Ronaldinho, Ronaldo e Neymar. Para ele, esporte sempre foi narrativa, não apenas resultado.
Antes de defender o Brasil, Lucas já era um fenômeno no circuito mundial. Campeão da Copa do Mundo de slalom em 2022-23, representava a Noruega quando decidiu interromper a carreira em meio a conflitos com a federação local. O retorno surpreendeu o esporte: ele voltaria às pistas vestindo verde e amarelo.
A escolha foi estratégica — liberdade de carreira — e simbólica — a chance de abrir um caminho onde quase não havia trilha.
“Quero ser inspiração. Não importa de onde você vem. Não existem limites, só oportunidades”, afirmou.
O impacto da decisão foi imediato. Na Noruega, gerou debate. No Brasil, despertou curiosidade e orgulho. Agora, com o ouro olímpico no peito, Lucas transforma curiosidade em legado.
O garoto que cresceu chutando bola em São Paulo acaba de colocar o Brasil no mapa da neve.
E isso é só o começo.




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