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Eliminação precoce em Newcastle afasta brasileira da elite do surfe mundial

  • há 2 dias
  • 2 min de leitura


A etapa de Newcastle do Challenger Series trouxe um duro golpe para as pretensões brasileiras de acesso à elite do surfe mundial em 2026. Com chances reais de classificação ao Championship Tour (CT), Laura Raupp acabou eliminada ainda na primeira rodada e deu adeus ao sonho de subir de divisão nesta temporada.


A disputa foi extremamente equilibrada e decidida por detalhes. A brasileira somou 9,40 pontos, com ondas avaliadas em 4,73 e 4,67, ficando a apenas 34 centésimos da israelense Anat Lelior, que avançou graças a uma melhor nota de 5,67. A liderança da bateria ficou com a australiana Ziggy Aloha Mackenzie, que fechou com 9,93, enquanto Charli Hatelyterminou na quarta colocação.


Antes da etapa decisiva, Laura ocupava a oitava posição no ranking com 17.745 pontos, muito próxima da zona de classificação — reservada às sete melhores surfistas da temporada. Com a queda precoce, a brasileira não tem mais como ultrapassar a basca Annette Etxabarri, podendo, no máximo, manter a colocação com a qual chegou à Austrália.


A situação também se complicou para Sophia Medina, que ainda aguardava sua estreia no Round de 32. Para seguir sonhando com o acesso ao CT, a surfista brasileira precisava de uma campanha praticamente perfeita, além de uma combinação favorável de resultados.


O dia foi difícil para a delegação nacional também no masculino. Lucas Vicente foi o primeiro brasileiro a entrar na água e acabou eliminado em uma bateria que contou com nomes experientes como Morgan Cibilic e o convidado Reef Heazlewood. Na sequência, Rafael Teixeira e José Francisco também ficaram pelo caminho em confrontos bastante disputados.


A única vitória brasileira na jornada veio com Lucas Silveira, que apresentou boa performance e liderou sua bateria com somatória de 11,97 pontos, garantindo a classificação ao lado de Ben Lorentson. A dupla superou surfistas com passagem recente pelo CT, como George Pittar e Jackson Baker.


Com os resultados em Newcastle, o Brasil vê diminuir as chances de ampliar sua presença na elite do surfe mundial na próxima temporada, em um circuito cada vez mais competitivo e decidido nos mínimos detalhes.

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