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Centro de Treinamento Paralímpico completa 10 anos como palco de recordes mundiais

  • 20 de mai.
  • 2 min de leitura


O Centro de Treinamento Paralímpico Brasileiro, em São Paulo, completa dez anos neste sábado, dia 23 de maio, consolidado como uma das principais referências do esporte paralímpico mundial. Desde a inauguração, às vésperas dos Jogos Paralímpicos do Rio-2016, o local já foi palco de 67 recordes mundiais nas modalidades de atletismo e natação, além de servir como base para algumas das maiores conquistas da história paralímpica brasileira.


Entre os principais nomes que marcaram essa trajetória está Petrúcio Ferreira. O velocista paraibano da classe T47 se tornou o atleta paralímpico mais rápido do mundo justamente no CT Paralímpico. Em março de 2022, Petrúcio correu os 100m em 10s29 e, no dia seguinte, bateu também o recorde mundial dos 200m, com 20s83.


“Competir no CT Paralímpico é competir em casa. Muitos dos meus melhores resultados aconteceram lá”, destacou o atleta ao Comitê Paralímpico Brasileiro.


O primeiro recorde mundial registrado no centro aconteceu ainda em 2016, com Silvania Costa, que alcançou 5,37m no salto em distância da classe T11 para atletas cegos.


Outro grande símbolo da história do CT é Beth Gomes, responsável por impressionantes 17 recordes mundiais no local, mais do que qualquer outro atleta. Seu primeiro recorde veio em 2018, no arremesso de peso da classe F52, enquanto o mais recente aconteceu em 2024, no lançamento de disco da classe F53.


Na piscina, o destaque é Gabriel Araújo, o Gabrielzinho. O nadador mineiro da classe S2 estabeleceu oito recordes mundiais no CT Paralímpico desde 2019, reforçando o centro como um dos grandes palcos da natação paralímpica internacional.


Outro nome recente a entrar para a história foi Rayane Soares, que durante o Troféu Brasil de Atletismo de 2025 bateu os recordes mundiais da classe T13 nos 100m e 200m, competindo ao lado de atletas olímpicos.


O recorde mundial mais recente conquistado no CT pertence à jovem Alessandra Oliveira. Aos 17 anos, a nadadora paulista da classe SB4 marcou 1min41s47 nos 100m peito, em dezembro do ano passado.


Ao longo de uma década, o Centro de Treinamento Paralímpico não apenas acumulou marcas históricas, mas também se transformou em um símbolo da evolução do esporte paralímpico brasileiro, oferecendo estrutura de nível internacional para atletas do país e do mundo.

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