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Brasil celebra 90 anos da marcha atlética ao receber Mundial por Equipes em Brasília

  • há 2 dias
  • 2 min de leitura


A marcha atlética brasileira está prestes a alcançar um marco histórico. Em 2026, a modalidade completa 90 anos de trajetória no país, justamente no momento em que o Brasil vive sua fase mais vitoriosa e se prepara para sediar o Mundial de Marcha Atlética por Equipes, no próximo 12 de abril, em Brasília.


A capital federal receberá a principal competição coletiva da modalidade em um cenário simbólico: o país chega ao auge esportivo da prova, impulsionado pelos resultados recentes de Caio Bonfim, atual campeão mundial dos 20 km, vice-campeão mundial dos 35 km e medalhista de prata olímpico em Paris-2024.


Marchando em casa, Caio será o grande nome da seleção brasileira em uma competição que também celebra a consolidação histórica da marcha atlética no país.


Das origens em 1937 ao protagonismo mundial


A marcha atlética foi introduzida no Brasil após os Jogos Olímpicos de Berlim-1936, quando os dirigentes José Carlos Daudt e Túlio de Rose, ligados à Sogipa, de Porto Alegre, trouxeram a modalidade ao país.


A primeira prova oficial em solo brasileiro aconteceu em 1937, na capital gaúcha, com vitória de Carmindo Klein nos 5 km.


A partir do Rio Grande do Sul e, posteriormente, de São Paulo, a modalidade ganhou força e se espalhou pelo país, consolidando sua presença nos Campeonatos Brasileiros a partir da década de 1970.


Um dos primeiros grandes nomes foi Fernando Elias, conhecido como “O Demolidor de Recordes”, pioneiro ao estabelecer dezenas de marcas estaduais, nacionais e sul-americanas.


Expansão internacional e formação de polos


A projeção internacional começou nos anos 1980, com destaque para Marcelo Moreira Palma, primeiro brasileiro a disputar os Jogos Olímpicos na marcha, em Seul-1988.


Na sequência, surgiram polos importantes em Blumenau e Timbó, em Santa Catarina, que se transformaram em centros formadores de grandes nomes da modalidade.


Foi nesse cenário que despontou Sérgio Galdino, referência histórica da marcha brasileira, com nove participações em Mundiais por Equipes e presença em três Jogos Olímpicos.


Entre as mulheres, a evolução levou a nomes históricos como Alessandra Picagevicz e, principalmente, Érica Sena, dona dos principais resultados femininos da modalidade no Brasil, com participações olímpicas, medalhas pan-americanas e pódios em Mundiais por Equipes.


Auge com Caio Bonfim e Mundial em casa


Após nove décadas de construção, o Brasil vive o ponto mais alto de sua história na marcha atlética.


Nos Jogos Olímpicos de Paris-2024, o país levou pela primeira vez uma equipe completa, com seis atletas.


O grande momento veio com Caio Bonfim, que conquistou a histórica medalha de prata nos 20 km, resultado que antecedeu a campanha histórica no Mundial de Tóquio, em 2025, quando se tornou campeão mundial dos 20 km e vice dos 35 km.


Agora, Brasília será palco de um novo capítulo dessa trajetória.


Receber o Mundial por Equipes de 2026 representa não apenas o reconhecimento internacional da evolução técnica do Brasil, mas também a celebração de uma modalidade que atravessou gerações, superou preconceitos e alcançou o protagonismo mundial.


Noventa anos depois da primeira prova, a marcha atlética brasileira chega ao seu momento mais emblemático, em casa, diante da sua torcida e com a chance de escrever mais uma página histórica.

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