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Atletismo brasileiro estreia com seis medalhas e ouro dramático de Maria Ruth nos Jogos da Juventude

  • 22 de abr.
  • 3 min de leitura


O atletismo brasileiro começou em alta sua participação nos Jogos Sul-Americanos da Juventude Panamá 2026. Nesta quarta-feira (22), a delegação nacional conquistou seis medalhas logo no primeiro dia de disputas, com destaque para o ouro de Maria Ruth Alves da Fonseca no lançamento de martelo feminino, em uma prova decidida apenas na última tentativa.


A conquista de Maria Ruth teve contornos dramáticos. A brasileira queimou seus três primeiros lançamentos e viu a colombiana Ashly Hinestroza Cuero assumir a liderança com a marca de 61m90 logo na primeira rodada. Como a prova contava com apenas oito competidoras, Maria Ruth permaneceu na disputa e conseguiu reagir no momento decisivo. Na quarta tentativa, marcou 60m41 e subiu para a segunda posição. Depois de queimar o quinto lançamento, guardou o melhor para o fim: alcançou 62m01 na última tentativa, assumiu a liderança e confirmou o ouro após ver as rivais não conseguirem superá-la. A outra brasileira na final, Ana Júlia Aguiar de Paulo Correia, terminou na quinta colocação.


Além do ouro no martelo feminino, o Brasil subiu ao pódio em outras quatro provas. No lançamento de martelo masculino, a delegação conquistou medalha dupla. José Antônio Escobar de Almeida ficou com a prata ao lançar 65m54, enquanto Abilio Gomes Barbosa garantiu o bronze com 65m51. O ouro ficou com o colombiano Patry Valdez Arroyo, que venceu com 75m50.


No salto em distância masculino, João Lucas de Souza Fernandes conquistou a medalha de prata com a marca de 7m03. Ele terminou atrás apenas do argentino Pedro Olmos, campeão com 7m30, enquanto o chileno Nicolás Seydewitz Holmes ficou com o bronze. O brasileiro Rafael Schürmann Brigano também disputou a final e terminou em sétimo lugar, com 6m61.


No salto em altura feminino, Maria Clara Francez Belmonte levou a prata ao superar 1m66 em sua primeira tentativa. A brasileira não conseguiu passar dos 1m69, mesma altura da campeã Jeraldine Pata Reasco, e dividiu a segunda colocação com a chilena Maria Montes Undurraga. A outra representante do Brasil, Sarah Letícia Costa Mesquita, também saltou 1m66, mas como precisou de mais tentativas, terminou em quinto lugar.


A única medalha brasileira nas provas de pista no dia veio com Nicole Herdy Faria, bronze nos 1.500m rasos feminino. A atleta completou a distância em 4min28s48. O ouro ficou com a chilena Valentina Cancico Troncoso, e a prata foi para a argentina Zoe Gorski.


O Brasil ainda esteve perto do pódio no revezamento 4x400m misto, mas terminou em quarto lugar com o tempo de 3min32s14. A equipe brasileira ocupou a terceira posição durante boa parte da prova, porém acabou ultrapassada pela Venezuela na parte final e ficou fora das medalhas. Colômbia e Equador protagonizaram a disputa pelo ouro, vencida pelos colombianos por margem mínima.


Além das medalhas já confirmadas, o dia também foi positivo nas eliminatórias. Kevin Tobias Aguero foi o mais rápido dos 400m rasos masculinos, vencendo sua bateria com 47s65 e garantindo vaga na final. Nos 100m com barreiras feminino, Larissa Schon de Morais avançou com o terceiro melhor tempo de sua bateria. Nos 100m rasos masculino, Pedro Nunes de Araújo também avançou à decisão com o quarto melhor tempo geral. Já Thayna Costa, nos 100m feminino, e Thais da Silva Azarias, nos 400m feminino, conseguiram a classificação pelo tempo e seguem vivas na disputa por medalhas.


Com um início tão forte, o atletismo brasileiro encerra o primeiro dia de competição em evidência e com boas perspectivas para ampliar sua coleção de medalhas na sequência dos Jogos.

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